terça-feira, 11 de maio de 2010

Trabalhos Antigos

Resolvi condensar em uma postagem os meus principais trabalhos antigos. E na prática, se for levar em conta critérios como qualidade de gravação, tempo e esforço depositado no projeto (na produção da gravação), tenho um trabalho antigo que merece essa atenção: O Existence. Existence foi um período em minha vida em que minha desilusão com a parceria com outras pessoas marcava seu epicentro, e esse trabalho representava fielmente quatro anos de solidão sonora. Minhas ambições com o trabalho, ligadas a psicose que eu sofria na época, ambicionavam uma tiragem de mil cópias com um trabalho de um designer profissional para desenvolver o encarte. Pura besteira: musicalmente (especialmente no quisito de produção) eu era um moleque comparado a agora, utilizando uma Sound Blaster (não era bem uma sound blaster, mas era uma outra dessas placas off-board pior ainda que a audigy) conectada a uma mesa Wattsom. Mas o trabalho musicalmente ainda tem seu valor. Antes disso, vou incluir aqui uma música mais antiga, que achei importante durante um tempo, seu nome é Murderful Ghost.


essa música tem como elementos meu violão, o baixo de um parceiro meu, um teclado e segunda voz que acompanham a voz principal que é a minha (antes dos cigarros e cachaças da vida). Nessa época eu tinha dezesseis ou dezessete anos de idade.

Uns quatro anos depois surge a agonia (literalmente a agonia) de querer espalhar minhas asinhas e participar de projetos musicais de alguma ordem. Como forma de controlar essa agonia, produzi algumas músicas completamente sozinho, em um ritmo digno de uma monomania, praticamente sem dormir ou comer durante todo o processo: um momento de maturação na minha relação com a gravação caseira.

Selecionei desse trabalho primeiramente a sua primeira música, que não foi a primeira música que foi gravada, mas uma música que acho icônica desse trabalho por alguns de seus aspectos fundamentais, sendo esses: A presênça de um baixo, uma guitarra, um teclado e um violão todos gravados caseiramente, a presença de uma base eletrônica e algumas camadas de ruídos gerados a partir do som da guitarra e colhida da gravação de vozes de filmes (que não posso dar crédito pois nem lembro de onde peguei). A guitarra que toca ao longo da música foi praticamente improvisada, assim como o baixo, que depois de terminado o improviso, peguei as partes que gostei mais e colei na sequência da música. Esse é o resultado:


A segunda música que posto aqui desse mesmo projeto é Show Me Around. Posto ela porque foi uma música em que utilizei uma bateria sequenciada em mistura com outros elementos que juntos criam a sensação de 'banda de rock': um violão, uma guitarra, um baixo e minha voz - nada como um quarteto em 'si'. A música ainda conta com uns elementos porra-loucas, tipo o refrão com um eco bizarro, o solo de guitarra mequetrefe, entre outros. Baixe e ouça você mesmo(a):


Essas duas músicas pra mim já representam bem o CD, mas pra quem gostou do som, vou postar mais algumas. 'Stardust' foi a minha primeira música com base de teclado. Digamos que eu não toquei tudo 'ao vivo', mas deixemos por isso mesmo. A letra da música foi algo que me levou a desconsiderar seu valor depois de um tempo, mas tem todas as qualidades que eu era capaz de imprimir na minha módica produção daquela época e acho que representa bem o cd (fora que a linha de baixo ficou tão bonitinha). A outra música que posto é 'Twilight', na qual explorei sonoridades sem gravar nada além de voz e violão - vozes sobrepostas e invertidas indo e vindo, um violão com um efeito estranho tocando junto com o principal e brincadeiras assim.


Só pra ser chato vou postar uma que não pode faltar: 'Underrated'. Curto especialmente a letra e o clima dela. Mexi no clima dela nessa gravação tocando algo no teclado, depois sequenciando por cima da música e montando uma melodia. Fora isso é voz e violão seco.


No geral, o que usei para confeccionar essas músicas foi, na época:
- Um computador normalzinho
- Uma placa de audio off-board equivalente a uma Sound Blaster (120 reais)
- Uma mesa de som Wattsom Ciclotron 8 canais (que usada é a mesa mais barata que você acha pra vender, tipo 120 reais também)
- Um microfone de uma marca vagabunda (40 reais)
- Um cabo RCA/P2 (3 reais)
- Os instrumentos lógico (guitarra, violão, baixo, teclado)

Meu conselho é: se você já tem tudo isso em casa, vai fundo e grava, mas não tente reproduzir os materiais que eu usei, já que gastando um pouquinho mais da pra fazer outro nível de gravação.

To pensando em tentar fazer uma 'remasterização' dessas músicas e ver se fica melhor. Por enquanto, vou deixar a forma original delas que reflete meu trabalho na época. Mas depois vou fazer um post sobre masterização de software e coloco elas aqui como exemplo do que se pode fazer caseiramente. Quem quiser as letras das músicas fala comigo que eu mando por email.

João Pedro Garcia

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Trilha Sonora do filme 'Collision'

Diferente da trilha sonora do filme 'O corpo', já haviam se passado alguns anos, anos críticos demarcando o declínio e queda da minha adolescência e meu interesse em levar cada vez mais a sério meu trabalho. Meu trabalho de roteirista do filme, assim como o trabalho de compor a trilha sonora e atuar no mesmo. Duas dessas funções já se concretizaram, enquanto que o filme não foi rodado ainda, a previsão para isso acontecer é na metade desse ano. A proposta do filme é um drama sobre um relacionamento com uma certa carga emocional, misturado com elementos de ficção científica. O filme é pensado para ser distribuído gratuitamente em TODO seu conteúdo, dentro do conceito de copyleft (materiais sobre o filme e maiores informações podem ser encontradas no site oficial: www.culturaebarbarie.org/collision), baseado nessa idéia de um filme aberto, me era permitido utilizar apenas programas de código aberto para a confecção da trilha sonora. Aceitei o desafio sabendo que todos os recursos que eu tava acostumado a usar e que já tinha conhecimento que funcionavam para minhas aplicações eram proibidos para mim agora. Encarei o Audacity, sem nenhuma pretensão de baixar plugins gratuítos que rodassem nele ou aumentar a minha experiência com o programa. Meio sem querer, deixei que aquele programinha se incorporasse na estética da minha música. As frequências estouradas, os clicks, os pequenos barulinhos são a voz nada neutra desse programa impresso nas músicas, e é uma estética que, combinada com a estética que eu mesmo imprimi com os instrumentos, é uma coisa bizarra, lo-fi que eu aprecio muito - assim como os amantes do vinil amam seus barulinhos e os amantes da fita sua saturação (uma comparação livre).

A primeira música que posto aqui é uma brincadeira com ataque e release. Não to nem falando de parâmetros de compressor, mas de picos de volume repentinos que depois somem abruptamente, um clima que beira o caos, que demonstra uma violência gratuita - enquanto uma voz invertida clama chorosamente algo ininteligível, sons se mesclam - um som repetido de forma a parecer um helicóptero em diversas velocidade, um didgeridoo que colhi do freesounds.org e distorções desses sons. O nome 'vocalgrave' é uma brincadeira com o as duas línguas usadas no filme, o português e o inglês, sendo que em inglês carrega um sentido mais sinistro (grave: túmulo).

Aviso: algumas músicas que to postando no blog estão em ogg. Se o seu programa de reprodução de audio não rodar esse arquivo, baixe o codec (é até bom pra outra ocasião em que um ogg pode aparecer por aí).

A segunda música que posto aqui é mais 'orgânica' do que a última. enquanto a última tem uma estrutura caótica, a estrutura dessa próxima se baseia em um dedilhado feito para o violão, com a estrutura da música seguindo esse dedilhado, complementado por um teclado e um vocal sampleado, mas novamente minha própria voz. Tudo isso mixado jogando fora qualquer lógica de regrinhas de como harmonizar os sons e conseguir um resultado limpo - pelo contrário, escolhi jogar sujo, descaracterizar o som, fugir da convenção. Por exemplo, a convenção diz que se um vocal tem um som de 'S' muito pronunciado, existe um plugin chamado 'De-esser' feito para corrigir esse problema específico. Em uma outra música da trilha eu acentuei justamente as frequências onde ocorriam esse 'S' causando um efeito bizarro que deixaria o som desagradável, fosse o objetivo da minha estética agradar. O efeito geral dessa segunda música é algo intímo e dramático, com a frase 'my soul' repetindo em vários tons e invertida. Por esse motivo dei a ela o nome de Harp Of God, pois com a minha equalização o violão soa como uma harpa, ou se preferirem, por que nossa alma é a harpa com a qual Deus faz a sua melodia.


Coloco essa terceira por que é uma música simples que para mim carrega um sentimento forte. talvez ela seja a que tenha o maior caráter 'canção' de todas as músicas da trilha desse filme - um piano simples acompanhado por um 'string' simples. tudo feito usando meu teclado Roland EXR-5. A gravação de todo o audio dessa trilha foi feito com o meu Zoom H2, um gravador portátil que grava com uma boa qualidade. Logo haverá um post sobre os meus equipamentos. Depois de gravado o teclado, claro, uma boa equalização maluca pra distorcer o som, uns barulhinhos a mais para dar o charme, e voilá: Fallen Leaves.



João Pedro Garcia

Programas Utilizados

Devo começar esse post dizendo primeiramente que sou a favor da pirataria. Uma forma de democratizar e oferecer opções gratuítas em alternativa a um mercado caro que continua lucrando muito apesar da falsificação de seus produtos, e muitas vezes segue ganhando visibilidade com a distribuição de seu produto a uma escala mais alta pelos blogs e sites de torrents que oferecem versões craqueadas dos mesmos. O fato é que estes sites continuam de pé porque funcionam como uma forma de divulgar o produto, mesmo que nem toda a parcela que utilize o produto o compre. Pessoalmente eu acho injusto pagar 300 dolares pra cima num programa de audio, mas respeito completamente quem paga essa quantia, seja por um dever com a lei e ordem ou mesmo por uma responsabilidade social com o trabalho da empresa multimilionária. Não pretendo colocar como pauta principal desse post esse assunto, e não tenho como objetivo gerar polêmica - carrego essa opinião como a minha - acredito muito no poder de oferecer ao usuário a possibilidade de pagar pelo produto ou utilizá-lo gratuitamente, sem que isso prejudique consideravelmente nenhum dos dois lados, vendedor e consumidor, e isso vale também para mp3. Apesar dessa minha opinião não vou fazer propaganda de sites de pirataria nem disponibilizar links para download.

Essa é uma lista dos programas que utilizei, uns mais tempo do que outros, durante meus onze anos de produção musical: Sound Forge, Sonar, Adobe Audition, Acoustica mp3 audio mixer, Fruity Loops, Acoustica Mixcraft. olha, até que não são tantos...
Quanto aos plugins, como são tantos, vou falar apenas sobre o Izotope Ozone, que eu acho uma ferramenta bacana para masterização caseira.
começando pela ordem que eu escrevi - Sound Forge

Sound Forge foi o primeiro programa que eu usei extensivamente durante um bom tempo, alguns anos (vou falar aqui sobre a versão do sound forge que eu usava, não sei dessa atual da Sony). Digamos que talvez ele seja um programa razoável para começar a mexer com audio, mas não para mixar, pois não trabalha com multipista. Se você tem que fazer um tratamento mínimo em um audio, por exemplo gravar uma narração para um video em um único canal, o Sound Forge vai lhe permitir equalizar, comprimir e mexer satisfatóriamente no seu audio. Se você gosta muito das funções dele da pra mixar em outro programa multipista que permite a função 'edit in external editor', que significa exportar o arquivo pro Sound Forge, mexer com ele e devolver ao programa o arquivo mexido. Mas é sofrimento desnecesário. A simplicidade do programa não compensa o fato dele ser incompleto. Considero que teria sido mais feliz em meu momento inicial com a mixagem com um programa que permite a multipista, portanto, não recomendo usar esse programa. Digamos que ele está postado aqui por que fez parte da minha vida, mas nem por isso eu o recomendo.

O segundo da minha lista é o Sonar. Sonar é um programa de mixagem 'fodão'. Ele tem na estrutura dele a compatibilidade com uma mesa de som virtual, todos os efeitos são baseados em 'sends' e ele é visto do ponto de vista da sua versatilidade e poder um concorrente do pro tools nos estúdios profissionais. Devido a algumas dificuldades técnicas eu nunca pude desenvolver muito o uso desse programa. No entanto, observei duas coisas quando utilizei ele: primeiramente os plugins nativos dele realmente são versáteis, e bons. em segundo lugar ele sempre deu uma coloração estranha ao meu som, e muitas vezes quando eu colocava um efeito no send eu não sentia mudança nenhuma. Claro, veja só eu: acostumado já há anos a programas que alteram a onda do som com o efeito aplicado, mas não que funcionam em tempo real - mas vou dizer para vocês: cada programa tem uma 'voz', um tom que ele imprime no som que passa por ele, especialmente através de seus plugins. A voz do Sonar não me agradou. Nem por isso deixo de recomendá-lo, é um programa credenciado para ser muito bom, mas se você está dando os primeiros passos, ou se não tem um bom computador, não recomendo. Tive problemas de rodar o programa mesmo, 'dropouts' no audio e travadas violentas, mesmo trabalhando com um pentium 4. Vou falar mais sobre computador e latência em outro post.

Adobe Audition é um programa bacana. O que a palavra bacana sugere aqui é que gostei da coloração que ele dá a música e me familiarizei a ponto de gostar de seus plugins nativos. Além disso ele suporta multipista! Ou seja, é um programa completo, ou quase. Devido a problemas no meu computador, quando tentava rodar plugins VST, o programa travava, e comecei a usar outros. Além disso existem outros programas em que acho a plataforma multipista um pouco mais intuitiva, ainda mais quando você não gravou tudo certinho com overdub e metrônomo e precisa encontrar o 'ponto' pra sincronizar a música.

E é pra isso que serve muito bem o próximo programa que vou falar: o Acoustica Mp3 audio mixer. Imagine que para sincronizar arquivos de audio todos eles vão estar flutuando em pistas, onde você pode puxar os blocos musicais pra lá e pra cá livremente dentro do campo bi-dimensional, ainda podendo mexer no volume e no pan. Bom, muito bom, porém não muito bom quando você precisa aplicar uma equalização a um arquivo - isso significa exportá-lo para outro programa, mexer nele, depois colocá-lo de volta, o que eu sempre pessoalmente achei muito chato fazer. Portanto ofereço, recomendo e utilizo até hoje o programa dessa mesma marca que é muito melhor do que esse: o nome dele é....

Acoustica Mixcraft: pronto - é mais leve que o Sonar, não colore o som, tem a interface parecida com o mp3 mixer, roda os plugins vst de forma intuitiva, tem uma biblioteca de sons em midi muito legais e tem todas as funções necessárias para fazer uma mixagem legal. é um programa que eu recomendo para o iniciante.

O próximo programa é o Fruity Loops. O fruity loops é um programa feito para criar batidas eletrônicas. Diferente desses programas de DJ, onde há uma tendência a criar um certo tipo de batida, o fruity loops lhe permite construir uma música inteira a partir de um único som, sequenciar tudo o que acontece na música e ainda acrescentar uns efeitos legais. Recomendo como plataforma eletrônica, mas não sou perito em música eletrônica, é algo que estou aprendendo aos poucos.

Deixei a parte dos plugins por último, para falar sobre a tal masterização. Masterização tem o objetivo de juntar todos os elementos de uma mixagem em uma música coesa, bonita e forte. O volume alto das gravações comerciais é graças a masterização em estúdios profissionais, garantindo um trabalho potente sem atrapalhar a dinâmica da música. A masterização caseira é uma versão muito tosca e muito mais fraca do que é feito por aí comercialmente, sendo que as gravações e suas mixagens resultantes feitas em grandes estúdios não são tão mais potentes do que em home studios; o que é responsável pela potência da gravação comercial é a masterização. Se você botou fé, mas muita fé numa mixagem sua (utilizou recursos profis ou semi-profis, planejou a gravação e a mixagem com um conceito em mente, acertou todos os detalhes desde a acústica até o posicionamento dos mics até o 'rough mix' até a mixagem definitiva), vale a pena pagar uma masterização profissional. E não venha achar que tem comparação o que um plugin faz, comparado com o que o equipamento e a experiência desses caras profis faz. Talvez a coisa devesse ter até outro nome, mas é tudo referido como 'masterização' porque o processo é parecido. Mas se você não quer se preocupar muito com isso da pra usar o izotope ozone, que é um plugin VST - nele você tem as funções básicas: um compressor multibanda (onde você comprime e da ganho em quatro partes separadas do espectro da música), um harmonic exciter (que também funciona com quatro bandas e da uma vivacidade ao som), um aumentador de campo estereo (alarga o campo estereo também em quatro bandas com a opção de colocar delay nelas), um equalizador (que imagino que você nunca vá usar se você acha que a mixagem ta boa), um maximizador de volume (que é bom mas não deve ser abusado) e um reverb (que eu nunca uso também).

O que almejo realmente pro meu futuro próximo é, já com um computador bom, rodar o pro tools integrado com minhas interfaces, usar click track pra gravar as músicas, mixar tudo em 32 bit float e conseguir resultados realmente profissionais. Depois coloco um post sobre equipamentos de gravação.


João Pedro Garcia

sábado, 8 de maio de 2010

Trilha Sonora do filme O Corpo

Foi meu primeiro trabalho com trilha sonora de filme - o meu próprio. Assinava o roteiro e atuava no filme, com um bom amigo meu Rodrigo na direção e um orçamento quase nulo. Minha primeira preocupação era fazer músicas usando recursos simples que mostrassem o clima lúdico da produção. O Corpo era um filme sério com um tom de comédia mais cínica do que propriamente cômica, mas com momentos bobalhões que eram permeados por música. A primeira música dessa postagem se chama 'cool'. Apenas um nome genérico que dei para ela durante a sua produção e ficou. Vizualizo na melodia uma vontade de superação se concretizando, mas de uma forma não tão séria por ser uma música inteiramente feita com elementos eletrônicos simples. Fiz toda a música no Fruity Looops, e não mixei nem masterizei, deixei ela crua. Pra quem não sabe, fruity loops é um programa onde é possível sequenciar músicas baseado em conjuntos de 'padrões' que podem ser usados para separar instrumentos e montar a estrutura da música em uma 'playlist'. Sempre tem sido um companheiro das minhas produções, com a minha única crítica que para uma sonoridade mais realista as vezes é melhor usar os programas que trabalham com MIDI e VSTi, mas não sou nenhum perito em música eletrônica - minha principal experiência com ela é realmente no fruity loops e recortando e colando as coisas na 'mão'. (Por enquanto as postagens das músicas em meu blog serão links do 4shared para o download das músicas em mp3, peço paciência pra baixarem o material enquanto acerto um jeito de deixar tudo em 'stream').


A segunda música que posto é mais um trabalho parecido, exceto que a parte do esqueleto da música foi feito no FL mas muito foi acrescentado mexendo no Sound Forge. O sound forge pra quem não sabe é um programa de edição de audio com recursos legais que não trabalha com multipista. Sempre achei muito bom pra gravar uma única pista ou dar uma mexida básica. Antigamente fazia a macaquice de mixar sons usando a única pista, mixando o som por cima do arquivo antigo e tentando achar o 'ponto' no olhômetro - um processo demorado e muito chato, que ao menos me ensinou a identificar sons visualmente de acordo com o formato da onda, e me rendeu a habilidade de construir e sequenciar músicas no próprio Sound Forge, como foi com essa. Na época eu tinha o Sound Forge 6 que ainda era da Sonic Foundry (depois foi comprado pela Sony). Vou fazer um post depois descrevendo os principais programas e plugins que uso e usei em minhas produções.

O nome da segunda música é Turn on, Tune in. Mas por que os nomes em inglês? bem, resumidamente: passo por um longo e àrduo processo de desamericanização desde que morei em tenra idade nos EUA - diversifico minhas criações musicais para o português também e utilizo cada vez mais a minha língua materna artisticamente no geral, mas não estou completamente 'desintoxicado'.



João Pedro Garcia