Foi meu primeiro trabalho com trilha sonora de filme - o meu próprio. Assinava o roteiro e atuava no filme, com um bom amigo meu Rodrigo na direção e um orçamento quase nulo. Minha primeira preocupação era fazer músicas usando recursos simples que mostrassem o clima lúdico da produção. O Corpo era um filme sério com um tom de comédia mais cínica do que propriamente cômica, mas com momentos bobalhões que eram permeados por música. A primeira música dessa postagem se chama 'cool'. Apenas um nome genérico que dei para ela durante a sua produção e ficou. Vizualizo na melodia uma vontade de superação se concretizando, mas de uma forma não tão séria por ser uma música inteiramente feita com elementos eletrônicos simples. Fiz toda a música no Fruity Looops, e não mixei nem masterizei, deixei ela crua. Pra quem não sabe, fruity loops é um programa onde é possível sequenciar músicas baseado em conjuntos de 'padrões' que podem ser usados para separar instrumentos e montar a estrutura da música em uma 'playlist'. Sempre tem sido um companheiro das minhas produções, com a minha única crítica que para uma sonoridade mais realista as vezes é melhor usar os programas que trabalham com MIDI e VSTi, mas não sou nenhum perito em música eletrônica - minha principal experiência com ela é realmente no fruity loops e recortando e colando as coisas na 'mão'. (Por enquanto as postagens das músicas em meu blog serão links do 4shared para o download das músicas em mp3, peço paciência pra baixarem o material enquanto acerto um jeito de deixar tudo em 'stream').
A segunda música que posto é mais um trabalho parecido, exceto que a parte do esqueleto da música foi feito no FL mas muito foi acrescentado mexendo no Sound Forge. O sound forge pra quem não sabe é um programa de edição de audio com recursos legais que não trabalha com multipista. Sempre achei muito bom pra gravar uma única pista ou dar uma mexida básica. Antigamente fazia a macaquice de mixar sons usando a única pista, mixando o som por cima do arquivo antigo e tentando achar o 'ponto' no olhômetro - um processo demorado e muito chato, que ao menos me ensinou a identificar sons visualmente de acordo com o formato da onda, e me rendeu a habilidade de construir e sequenciar músicas no próprio Sound Forge, como foi com essa. Na época eu tinha o Sound Forge 6 que ainda era da Sonic Foundry (depois foi comprado pela Sony). Vou fazer um post depois descrevendo os principais programas e plugins que uso e usei em minhas produções.
O nome da segunda música é Turn on, Tune in. Mas por que os nomes em inglês? bem, resumidamente: passo por um longo e àrduo processo de desamericanização desde que morei em tenra idade nos EUA - diversifico minhas criações musicais para o português também e utilizo cada vez mais a minha língua materna artisticamente no geral, mas não estou completamente 'desintoxicado'.
João Pedro Garcia

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